Tradução da entrevista (Guitar Part)

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rio n' roses
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Tradução da entrevista (Guitar Part)

Mensagempor rio n' roses » 12/04/2011, 16:39:29

Aqui vai, por partes, a tradução da entrevista com Ron, Fortus, DJ, feita pela revista francesa Guitar Part, em fevereiro (espero que seja compreensível; há trechos bastante técnicos, sobre guitarras, aparelhagem, etc. que não consegui traduzir bem… desculpem pelos erros…) :

Axl manteve o nome mítico “Guns n’ Roses”, porém, com isso, ele provocou uma certa rejeição. Várias bandas lendárias que continuaram sem os seus integrantes originais, em particular quando o som mudou, se depararam com esse problema. Isso não impediu ao cantor (49 anos) de provar que ainda podia ter idéias geniais, como contratar 3 guitarristas diferentes e excepcionais, aonde um só suaria demais pra agradar; difícil de substituir Slash! O show do 13/07/2010, em Bercy, pôs em evidência o bom entrosamento entre os 3 feras! Mesmo se o grupo começou o show com um baita atraso, pra variar, Axl permanece um excelente cantor! Uma palavrinha aos que teriam um prejulgado sobre esse grupo : apelide-os de “Axl e os mestres”, ou qualquer outro nome semelhante e vá reescutar “Chinese Democracy” sem preconceito. Arrebenta! A nossa equipe pôde ficar bastante tempo, antes do show, confortávelmente instalada num lugar mágico chamado de “hospitality room”, a sala de espera do grupo, perto dos camarins, com um monte de comida, bebidas …guitarras. Encontrando-se com os 3 guitarristas :

GP: Como você entrou pro Guns ?
Ron: Joe Satriani me havia recomendado. Foi em julho de 2004. Eu num tava muito empolgado, mas quando começámos a tocar juntos, com a perspectiva de shows diante centenas de milhares de pesoas, era woooooow!

GP: O que você sentiu no primeiro show, com tanta gente à frente ?
Ron: O! O perrengue era as novas músicas. Tinham medo que vasassem! Eu só tive direito à um curto tempo para aprendê-las no computador portátil na sala de ensaios {risos}. …Eu só tinha algumas notas postas em cima de uma caixa de som! Após o primeiro show, que aconteceu sem incidentes, pô! me senti bem melhor… Tô revendo o primeiro show, com 10’000 pessoas, em Madri {25/05/2006}. Foi a primeira vez que eu via, tipo, um mar de cacholas, a perder de vista. Estranhamente, não me senti diferente em relação de quando tocava num clubesinho.

GP: Como é o espírito nesse novo GUNS ? Há uma verdadeira sinergia ?
Ron: Quando não tocamos juntos, nos ligamos, nos vemos. Quando estamos na estrada, é como com os outros grupos, estamos no ônibus juntos, farreamos…

GP: Não é demasiado haver 3 guitarristas com o nível técnico de vocês ? Já vou logo avisando: vou perguntar a mesma coisa para os 2 outros!
Ron: {muito, muito sério} Sabe, no início, era pra ser 4, mas não deu para o quarto pintar.

GP: 4 ?
Ron: Tô de sacanagem! {risos}

GP: Como vocês decidem de quem faz a rítmica, o solo, etc.?
Ron: Aí, fica sério. Temos espadas luminosas, um de nós põe uma máscara do Dark Vador…

GP: Será possível de filmar isso um dia desse ?
Ron: Mas claro, você verá {ele mima}! Não, não é bem assim: “Isso ali, é você que se encarrega”, “Não você !”, “Num tô afim, você que se vira, anda!”

GP: Como rolaram as gravações do álbum tão aguardado, demorado, Chinese ?
Ron: Trabalhámos 14h por dia no estúdio em Los Angeles e em Nova Yorque. Eu experimentava diversos estilos de leads. Mais técnicos, melódicos ou rítmicos: “groovy”, “rifty”, ou só na base do delírio, só pra dár-lhes milhões coisas pra escolher.

GP: Isso durou muito tempo ?
Ron: 2 semanas em outubro de 2006 e 2 outras em janeiro de 2007 em Nova York. Faziámos entre 1 e 3 músicas por dia. Até há gravações que não foram utilisadas para Chinese e que poderiam acabar em futuros discos, si Axl quiser…

GP: Naquele momento, qual era o teu estado de espírito, você pensava que ia demorar tanto ?
Ron: Uma vez que eu toquei pra valer, me entreguei, acabei por acreditar profundamente que ia ser lançado! Sim, levou muito mais tempo do que de costume! {risos} Demorou demais! Havia tanta gente envolvida nisso, ninguém sabia aonde isso ia parar! Esse álbum já tinha uma história, antes mesmo de aparecer! {risos} Além disso, acho que o público esperava, tipo… {ele toca a intro de WTTJ} um Appetite 2, e, aí, 20 anos depois e tudo mudou, e não era o esperado. É necessário um período de adaptação…

GP: Vamos falar das tuas guitarras. Aqui, você possui uma linda Vigier dupla, dourada.
Ron: É, passámos muito tempo com Patrice Vigier escolhendo o diapasão, o ângulo, o equilíbrio, para acharmos as melhores escolhas técnicas. É minha jóia. Saca só…

GP: Puts! Pesa pra burro! E os cabos {pegas?}?
Ron: Praticamente do mesmo gênero que os meus outros Vigier. Os microfones são DiMarzio Tone Zone e Chopper, com um seletor 5 posições. Pode-se escolher o Tone Zone, mesmo que distorcido, os dois microfones juntos, os dois microfones off e só o Chopper. Há dois volumes, mas sem tonalidade, nunco me sirvo disso. Em seguida, só um interruptor de escolha entre os dois pegas {? trata-se de uma guitarra dupla; eu, rio n’ roses, não sei como isso se chama… será “cabo”? ou “alça”? “pega”? …} e um kilswitch para fazer os pequenos “P-P-P-P-P-P” de Chinese!

GP: E claro, um dos pegas {cabos? alças?} é fretless…
Ron: É, é o que eu trouxe para de particular para o GUNS e ao Chinese. Sou o primeiro a ter introduzido a guitarra fretless no rock de grande escala, se é que se pode chamar assim. {risos}

GP: Ficou muito bom, com essa fita adesiva dourada.
Ron: Inspirada do Eddie Van Halen. Pirralho, eu colocava adesivo em tudo quanto era lugar na minha guitarra para imitá-lo… Tenho a mesma que esta em preto, uma G. V. Singlecut, e a minha velha Les Paul de reserva. A Parkwood (uma PW-H4 semi-hallow com uma mesa em acácia preta, modelo testado no “Guitar Collector 54”) serve pra me aquecer. Toca muito bem e oferece muitas possibilidades (tem mini-humbuckers e um piézo). Fiz algumas modificações, para que seja mais difícil para tocar. Assim, é mais fácil com as outras!

GP: Em relação ao amplificador e efeitos ?
Ron: Um Engl invader 100 w (e 642). Tenho um multi-efeitos TC Electronics Nova System. Uso sobretudo a reverb, o delay, e um pedal de expressão para efeito Whammy… Além disso, tenho um wah Dunlop e algumas Marshall 4x12 equipadas de Celestion. Tenho também isoladores Hermit 4x12 e dois microfones 40/50… É tudo. Prefiro o que é simples! {só que pra mim tentar traduzir isso tudo… não é tão simples assim! hehehe}

GP: Com que idade você começou a tocar ?
Ron: Ouvi o álbum “Kiss Alive” quando tinha 5 anos, e aos 6, queria montar um grupo. Eu tocava guitarra como um tamborim sobre meus joelhos {ele faz uma demonstração}. Em seguida, tive aulas em particular a partir dos 7, e comecei seriamente a tocar, jazz, clássica, etc. Faz 34 anos agora!

GP: Qual é o segredo para se tornar um temível shredder {seria um programa de computador que joga xadrez ?} como você ?
Ron: {ar bem inspirado, amplo sorriso} Ééé, tempo ! Labutar pacas. Primeiro a velocidade e em seguida a fluidez. Depois, é bom você desenvolver a tua musicalidade. Uma vez que você tiver a técnica, aí você pode pensar no que vier, rolar… segurar a técnica e se preocupar na música, no que você sente e no que tem pra expressar.

- Richard Fortus entra, eles se sacodem de brincadeira, fingindo não quererem que nós tirássemos fotos deles juntos.

GP: Uma perguntinha para os 2: na vida de vocês, qual é o impacto de trabalhar com Axl ?
Ron: Oh! Mas n-i-n-g-u-é-m nos havia perguntado sobre isso {risos}! Temos bons momentos;e em outras circunstâncias empaca e, às vezes, agente se enche de um e de outro. Observação: me encho mais dele do que ele de mim… Veja bem, geral sempre olha o que ele tá fazendo: e exagera. Muitos gostam semear discórdia.
Richard: Ele é um alvo fácil, por não se defender na imprensa.
Ron: Ele deixa geral mexericar…
Richard: Pois geral num tá nem aí pra verdade. Penso que ele sacou isso há muito tempo.
Ron: …Após o show, agente vai zoar no quarto dele até o dia seguinte, meio dia, e vai se eternizar com histórias…

GP: Você pode nos contar uma delas ?
Ron: Iiii! não posso repetí-las {cai na gargalhada} !
Richard: Motivos religiosos {risos} !
Ron: Pior! Para evitar processos! {voltando à sério} Na verdade, são só paradas pessoais, não cabe à nós de ficar falando sobre isso. Agente se amarra ficar de sacanagem, saca ? Olha só, me pergunte como é o trampo com Richard {gargalhadas} !
Richard: É porrada toda hora! Na verdade, é pra determinar quem DEVE tocar.
Ron: Eu num quero tocar! Eu num quero! {vai até o bufê}

GP: Richard, você colocou isso no Twitter: “Axl teima em fazer as coisas à sua maneira, sem se adequar as p¨rras das regras. É pra amar ou detestá-lo ?” Algum comentário ?
Richard: Na boa! é mais fácil trabalhar com ele do que com certos vocalistas que eu conheci. Ele tem verdadeiramente um conhecimento musical e fareja legal o que dá certo ou não. É convicto do que gosta e desgosta, entretanto ele ti escuta sem grilo. Acho que ele é fera pra extrair o melhor de cada um…

GP: Na opinião do público, é difícil de aceitar os atrasos habituais, conseqüentes.
Richard: Entendo. Não é mole lidar com isso, contudo, não imagine que ele fica, no camarim, assistindo tv e rangando. Ele precisa ter uma condição psicológica. Veja bem, para alguns, é melzinho na chupeta: só precisam subir no palco e pronto. Já pra outros, é amargo.

GP: Falemos da longa interrupção do show em Dublin (01/09/2010, mais de 30 minutos).
Richard: Não queremos ser o alvo, nem ficar nessa, por causa dos outros grupos que sobem no palco. É assim há anos. Se alguém taca alguma coisa, nós avisamos e se continua: nós caimos fora… Duff levou uma garrafada na cabeça alguns anos atrás e foi parar no hospital. Dublin, foi a única vez durante esses últimos 10 anos e justamente rolaram garrafadas. Me entenda, é uma situação muito pesada, que pode se tornar perigosa… E outra: voltámos pra finalizar o show! E aí ?

GP: Você pode nos explicar como entrou no GUNS ?
Richard: Os managers me contactaram em 2000, com a idéia de uma audição, para substituir Robin, que tinha ido pro Nine Inch Nails. Nos encotrámos 2 semanas mais tarde em L. A., aonde eu tinha uma sessão prevista com uma outra banda. Nessa sessão, ironicamente, dei de cara com Tommy o baixista e com Josh Freese, então baterista do Guns. Eles me contaram que Axl havia contratado Buckethead e que a banda havia cessado as audições. Tommy e eu nos tornámos muito bons amigos. E em 2001, precisava-se substituir Paul, aí eu obtive minha oportunidade, e olha eu aqui!

GP: Como você encara o GUNS ? como uma banda ou como um monte de sessões (gravações, ensaios, shows) com outros músicos profissionais ?
Richard: Como uma banda! Agente se respeita, sendo que há divergências, cada um debate. Alegria no sucesso ou tristeza na derrota ! é assim.

GP: Falemos das gravações do Chinese. No teu site, você diz que você tocou guitarra rítmica.
Richard: No que me diz respeito, concluí tudo em 2 semanas. Imagino ter participado em praticamente todas as músicas. Quando cheguei, a maioria dos solos estava finalizada. Refizemos determinadas partes, e fragmentos que faltavam aqui e ali… No entanto, havia um monte de problemas “políticos” e legais com o label.

GP: Ron me contou que vocês têm uma notável quantidade de canções já prontas, para o próximo álbum. Vocês têm em mente de quando serão lançadas ?
Richard: Eita! até que temos! Só que não sei quando que isso acontecerá, mas espero que não se estenda por muito tempo!

GP: Além dos teus outros grupos (Pale Divine, Love Spit Love, The Psychedelic Furs), você trabalha pacas em estúdio, escreve músicas de filmes, de séries, de jogos de vídeo, colaborou com pessoas, tão musicalmente distintas, como Britney Spears, Rihanna, Puff Daddy, Enrique Iglesias. Tirando o Guns, quais foram as tuas melhores experiências ?
Richard: Na real, as minhas melhores experiências foram, em primeiro, com Love Spit Love e Honky Toast. Saiu um novo disco de um grupo norueguês, Saivu, cujo eu me orgulho demais. As paradas que realisei com Puff, Britney, N’Sync ou DMX, é antes de mais nada porque o produtor era Brian Transeau. Me amarro trabalhar com ele. Essas pessoas que você citou, as conheço e tal, todavia, muitas vezes, nem sequer tenho contato com elas… Muitas vêm deixar a voz no fim e fica por isso.

GP: Falemos um pouco sobre guitarras {eu, rio n’ roses, vou me ferrar nessa parada…! hehehe} Agente ti vê muito com James Trussart, Steelcaster ou Steel DeVille.
Richard: Me entendo muito bem com James. Curto pacas o que ele faz. As suas guitarras de metal têm uma p¨ta personalidade sonora única, responsa! Nada a ver com a madeira! Têm algo de profundamente especial. James acabou de fabricar uma linda Jazzmaster pra mim, adoro!

GP: Quantas guitarras você possui ?
Richard: De fato, possuo entorno de 100, guitarras vintage; vivo trocando. No palco, uso algumas. Utilizo diferentes cordames {conjunto de cordas; diversificação nas cordas} durante o show. Prezo a variação…

GP: Quais são o teus microfones prediletos ?
Richard: Amo os Arcane. É genial trabalhar com Rob Timmons (inventor dos microfones Arcane), ter alguém a quem dizer: “O extremo grave precisa ficar mais sólido”: e ele altera o necessário ou muda o tipo de ímã pra corresponder à altura nos “médios”, cerca de 1’000 Hz.

GP: Gosto do que ele faz com o microfone agudo da Steelcaster, é o melhor microfone de cabo {alça? pega? A parte extensa da guitarra; idem vai para o que eu escrevi/traduzi na entrevista com Ron.} de Tele com o qual toquei.
Richard: Concordo! Aprecio também os microfones Seth Lover. Possuo uma velha Starcaster vintage que eu adoro (uma semi-hallow bastante rara, com duplos Fender Wide Range concebidos por Seth Lover para Fender no começo dos anos 70).

GP: Com 3 guitarristas, como vocês interagem no palco, nível de entrosamento… ?
Richard: Agente passa bastante na orquestração, quanto ao resto: vai acontecendo, rolando… Nos shows, é árduo, para todos, se articular ocupando o mesmo espaço sonoro. DJ e Ron têm uma articulação {em termos eletrônicos} elevada. Para eu sobressair, utilizo menos articulação, regulando o potenciômetro entorno das 11h., com o Master Volume no 6 ou 7. Solicito mais o amplificador do que eles, e menos o pré-aplificador. Possuo também uma Les Paul baryton, algumas Tele, algumas Gretsch… {olha a Gretchen aê gente! ela tá em todas! até nas mãos do Fortus! hehehe brincando!} Os meus humbuckers têm um fraco nível de saída, o que permite, sobretudo com os hallow-bodies, de não soar muito “médio” e de obter um som sólido, com um espectro bem amplo.

GP: E quais são os amplificadores que você escolhe ?
Richard: Um 100 W Marshall de 1973 (alterado por José Arredando, comprado ao Mick Mars) e alguns Egnater. Soam clássico, contrastando com os dois outros.

GP: A nível de efeitos ?
Richard: Em relação ao overdrive, uso um booster RC (Xotic) e o meu principal pedal para os leads é o Eternity fabricado por Lovepedal, que tem um caráter único, ele também. Possuo outrossim um King of Tone fabricado por Analog Man e o seu Bi-CompRossor no meu rock, e também um HOG Harmonic Octave Generator (Electro-Harmonix) que eu uso em Madagascar, um compressor Keeley, um “Vibe” Prescription Eletronics, e ainda um TC Electronic G-Major e também um Delay Echalution do Pigtronix, arrasa! Além disso, utilizo também alguns delays à banda…

GP: Muito material!
Richard: Há bem mais {risos}! Usa-se tudo isso há tanto tempo em cabines de isolação Hermit {Fortus participou em seu design}, é um estrondo fenomenal. Agente compara isso com um baffle aberto, retomado por um microfone no palco e todos nós escolhemos o Hermit! Além do mais, você pode ajustar o volume de ar, regular os índices de entrada e de saída. Não soa “fechado”, mas naturalmente. Possuo outrossim alguns hp Celestion Heritage G12H e alguns Celestion Gold, dois modelos bem complementares.

GP: Muito jovem, você debutou com violão.
Richard: Foi. Debutei aos 4 anos, com violão, e prossegui na escola. A guitarra veio aos 12, aî fiquei fissurado…

GP: O que você diria pra alguém que queira alcançar o teu nível ?
Richard: Acho que você tem que amar a música mais do que tudo e viver por ela. Eu tocava nas horas vagas, aprendia tudo o que rolava, vários estilos, com os discos. Depois, você precisa moldar a tua personalidade.

GP: Numa entrevista, Axl menciona o teu toque “excepcional” e diz ter ti ouvido tocar o começo de “Stray Cat Blues”, do Stones, com um bom feeling (percepção); desde de então, na internet, escrevem que ele disse: “Richard tem um jeito stoniano {típico dos Stones} comparável ao Keith Richards”. Ele ti disse isso ?
Richard: Baita cumprimento! Seria difícil achar melhor, mas, sabe, não é o tipo de coisa que ele me diria {risos}. Em todo caso, ele não comentou comigo.

GP: Vocês constituem uma secção rítmica muito sólida no Guns.
Richard: Verdade, agente se conhece bem. Por exemplo, agente toca junto com Frank Ferrer, o baterista, desde 1993. Eu já até antecipo o que ele vai tocar, parece telepatia.

COM DJ (última parte) :
GP: Como você entrou no GUNS ?
DJ: Muito simplesmente: os managers me ligaram, e respondi: “Adoraria”, e Axl disse {Ron rodeia e diz: Axl disse: “tá doido! nem pensar!”} {risos} “Ok, se ele vier, ele tem um show pra fazer”. Foi assim.

GP: O que você sentiu ?
DJ: Sabe, cresci sendo fã do GUNS. Quando rola uma oportunidade dessa, é inacreditável, como um sonho de criança que se concretiza.

GP: Como ocorreu o primeiro show ?
DJ: Nervos à flor da pele… Mas me lembro o quão foi mágico no palco, uma alquimia muito bacana entre nós. Axl chegou e eu respondi à altura. Foi um arraso.

GP: No que ti diz respeito, como você encara o trabalho no GUNS ?
DJ: Somos uma família, uma equipe. Cada um tem o seu próprio estilo e é quase evidente saber quem deve tocar o quê.

GP: Que pena, antes, Ron deu uma imagem, tipo “Star Wars”. Teria sido maneiro ver isso !
DJ: Nos respeitamos pacas. Não trata-se de ego. Para nós, não é cada um por si, mas todos unidos perante o mundo inteiro.

GP: Linda imagem… Você chegou após as gravações {sessões} do Chinese…
DJ: Isso, logo após, tô doido pra trabalhar nos próximos álbuns.

GP: Você tem outros projetos em paralelo…
DJ: Tenho, com o Nikki Sixx do Mötley Crüe, chamado Sixx: A.M. Acabámos o segundo álbum, entitulado “This is gonna hurt” e há um livro, em formato de álbum fotográfico/jornal, tudo junto; com o mesmo nome.

GP: É fácil estar no GUNS e seguir uma carreira paralela ?
DJ: Não, pois a minha prioridade é o GUNS. Porém, tirando as turnês, é divertido entrar no estúdio e escrever algumas músicas. Num paro de escrever e de produzir…
{se dirigindo ao Florent Passamonti, nosso professor de blues no dvd do GP, que dá um trato nas guitarras Trussart do Richard}
Epa, possuo uma la em casa ! Possuo uma penca de guitarras, 82, acho eu. Nos shows, só uso as Les Paul; presumo ter umas 18 aqui. Adoro o som e o toque delas.

GP: Falemos desta que está em tuas mãos.
DJ: Esta aqui é uma das principais. Eu as queimo com um maçarico para que fiquem crocantes. Agente as estripa, pole o vernis do pega {parte extensa da guitarra…}. E o meu técnico ajeita os cabos, acrescenta-se um killswitch, o seletor é deslocado no lugar do volume agudo. Não consigo tocar com dois volumes, opto por um só com duas tonalidades. Assim, posso pôr um a zero em músicas como SCOM… Além do mais, eu achava as de origem um pouco fraquinhas e detestava isso. As mudamos, como os gatilhos, as mecânicas…

GP: Praquê as queimar ?
DJ: {risos} Sei la, coisa de gente esquesita. Tenho um temperamento de artista. Eram bonitas quando chegaram e tal, e antes mesmo de eu esboçar um acorde, as desmontei. Meu técnico exclamou: “O que que você tá aprontando ?” Peguei um maçarico: e taquei fogo. Depois, eu disse: “Monta de novo, ela tá no quengo”. Ele respondeu: “O quê ! ?” {risos} Num sô chegado em paradas limpinhas e novinhas {risos}.

GP: De certo que o primeiro arranhão, para uns, seria um desastre.
DJ: De fato, quando você possui uma nova guitarra, você fica com medo de arranhá-la, portanto eu evito esse tipo de estresse. Parecem usadas e… gosto delas assim. Nem precisa acarinhá-las. {DJ é designer, possui também a famosa LP Leatherface com uma cabeça de morto em papel machê, toda recoberta de couro costurado à “Frankenstein” e com pedaços quadrados de espelho, e ele desenhou uma coleção de guitarras assinadas Ovation, cujo uma delas foi testada por nós: GP numero 195}

GP: E os microfones ?
DJ: Todas as guitarras têm Seymour Duncan. Há SH-5 (cerâmica), SH-10 (Alnico V). A escolha depende do estilo e da agressividade da canção. Em Shackler’s Revenge, são microfones SH-10 e em SCOM Alnico 2. Troco mais ou menos de guitarra a cada música, e nós temos 5 ou 6 acordes diferentes… Esta daqui é uma meio-tom em baixo. Precisa-se usá-la nas músicas antigas, como NR.

GP: Que tipo de acordes {cordame} ?
DJ: Utilizo 48, 38, 28, 17, 13 e 10, e quando tô gravando: 13-56. Para um tipo de música como SR, adapto as cordas agudas de um baixo como cordas graves na minha guitarra. Isso resulta em graves bem sólidos. É legal !

GP: Em relação a amplificação, qual é o teu material predileto ?
DJ: Utilizo dois amplificadores Mesa Boogie Dual Rectifier. Adoro. A nível de efeitos, é muito minimalista. Claro, possuo TC Electronics e wohs Cry Baby e Whommy Digitech e mais uma montanha de troços…

GP: Começou com quantos anos ?
DJ: Comecei a tocar piano aos 3 e depois guitarra aos 9.

GP: Ponto em comum entre vocês 3 guitarristas do GUNS…
DJ: Verdade. Nós 3 sabíamos o que queríamos fazer desde do princípio. Sempre soube que eu ia acabar tocando guitarra, no que me lembro, mas eu não sabia que eu ia alcançar esse nível, ou viver tanto tempo assim… {risos}

GP: Como você se sente pouco antes de entrar no palco ? Você demonstra estar tão bem…
DJ: Muito calmo, na boa. O palco é o único lugar aonde eu me sinto em casa. Quando tô caminhando na rua, me sinto como um peixe fora d’água {risos}.

GP: A propósito, teu chapéu, teu look (e certas atitudes no palco) automáticamente fazem lembrar o Slash…
DJ: Sempre usei chapéis, num tem nada a ver com Slash. Todavia, certas pessoas, que estão descobrindo o GUNS, vêem o chapéu, pesquisam e dizem: “Esse cara está na banda há muito tempo”. É engraçado. Mas é meu estilo e não pretendo mudá-lo.
Editado pela última vez por rio n' roses em 18/04/2011, 10:57:26, em um total de 10 vezes.
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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor Hades » 12/04/2011, 17:04:37

Brother, valeu por postar a tradução! :D
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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor guizaoJAU » 12/04/2011, 18:34:03

Puts, ótima entrevista!

A tradução tá ótima amigão, valeu!

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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor rio n' roses » 12/04/2011, 19:57:15

guizaoJAU escreveu:Puts, ótima entrevista!

A tradução tá ótima amigão, valeu!

Tem mais por vir, essa entrevista é longa, com os 3 guitarristas.
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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor rio n' roses » 12/04/2011, 19:58:11

Hades escreveu:Brother, valeu por postar a tradução! :D

;)
Zurique 08/09/2010 : adorei; Genebra 16/09/2010 : delirei; Lisboa 06/10/2010 : gostei ! ! ! Lyon 10/06/2012 : excepcional ! ! ! ! ! Basiléia 27/06/2012 : muito bom ! ! Rock emoções ! !

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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor gui2@ilha » 12/04/2011, 20:26:46

Vlw rio n' roses a tradução tá foda!
Editado pela última vez por gui2@ilha em 15/04/2011, 16:30:38, em um total de 1 vez.
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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor Simone dionisio » 12/04/2011, 21:47:14

:) obrigada pela tradução Rio n' roses! vc é fera..espero pela outra parte do texto
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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor Matoshi Yang » 12/04/2011, 22:24:59

Muito boa a tradução! Valeu Rio!
"Nós fazemos não por pessoas que não gostam, fazemos para as pessoas que gostam." - Bumblefoot
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Confira a entrevista que fizemos com Bumblefoot!
http://www.gunsnrosesbrasil.com/forum/v ... 36&start=0

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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor tms-gnr » 13/04/2011, 1:22:52

Valeu pela tradução rio n' roses!! Agora tá BEM MELHOR de entender! hehehe
Vou esperar as entrevistas do Fortus e do Ashba! :mrgreen:
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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor sephi » 13/04/2011, 1:27:36

Obrigado pela colaboração, cara! No aguardo pelo resto :D
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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor rio n' roses » 13/04/2011, 13:49:01

Mais uma parte aê ! com Ron + Fortus, só com Fortus. E ainda tem mais…
Zurique 08/09/2010 : adorei; Genebra 16/09/2010 : delirei; Lisboa 06/10/2010 : gostei ! ! ! Lyon 10/06/2012 : excepcional ! ! ! ! ! Basiléia 27/06/2012 : muito bom ! ! Rock emoções ! !

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guizaoJAU
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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor guizaoJAU » 13/04/2011, 14:21:42

Muito boa essa entrevista, tinham que fazer uma dessas com Axl.

A parte que eu tô mais ancioso é a do Dj.

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gustavo47
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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor gustavo47 » 13/04/2011, 16:40:00

Mto boa entrevista !!!!!!
Valeu por traduzir e no aguardo da outra parte ! :mrgreen:
The time is gone, the song is over, thought I'd something more to say.

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rio n' roses
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Re: Tradução da entrevista.

Mensagempor rio n' roses » 14/04/2011, 23:29:45

Pelo o que eu interpretei dessa entrevista com Ron, há divergências, certas tensões, entre ele e o Axl, que, talvez, não sejam muito sérias, mas que desgastam o relacionamento. Ele disse "me encho mais dele do que ele de mim" ! Não sei até que ponto isso interfere na amizade, no trabalho… mas, no global, denota um incômodo… - Pode ser que seja sem gravidade…
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